Resenha: Antes de dormir - S.J. Watson
Sinopse: No centro deste romance surpreendente sobre memória, identidade e loucura, está uma pergunta aterrorizante. Como alguém pode viver se não consegue acreditar em si mesmo? Mais: como é possível se construir em menos de 24h?Christine acorda numa cama estranha, ao lado de um homem com uma grossa aliança no dedo. Sua primeira reação é imaginar que na balada tenha se envolvido com um homem casado. Enquanto tenta se lembrar com esforço da noite anterior, entre pudores de ser descoberta pela esposa traída, ela finalmente se olha no espelho. E não reconhece o reflexo. Pelo menos vinte anos mais velho do que esperava encontrar. É então que o homem lhe revela algo perturbador: todos os dias, suas memórias desaparecem todas as vezes que ela dorme. O estranho, seu marido Ben, é obrigado a recontar a vida deles todas as manhãs. Encorajada por seu médico, ela começa um diário para ajudá-la a recompor as memórias dia após dia. Certa manhã, ela o abre e se depara com quatro assustadoras palavras: “Não confie em Ben”. E ela passa a se perguntar... Que acidente a fez ficar assim? Em quem ela pode confiar?
"Os anos 1990. Era estranho ouvir falar de uma década da qual não conseguia me recordar de haver vivido sendo resumida em duas palavras. Devo ter deixado passar tanta coisa. Tantas músicas, tantos filmes e livros, tantas notícias. Desastres, tragédias, guerras. Países inteiros deviam ter se despedaçado enquanto eu vagava, sem memória, de um dia para o outro." (p.44)
Antes de dormir conta a história de Christine, uma mulher já na faixa dos quarenta anos que todo dia acorda sem saber onde está e com quem está, sem sequer se lembrar do seu passado.
Todos os dias o homem com quem acorda diz ser seu marido "Ben" ela vê fotos com ele espalhadas na casa, e acredita, mas não consegue se recordar dele.
Ela tem um celular pra se comunicar com ele. Mas não é esse celular que toca. É outro, dentro da sua bolsa e ela entende. É um homem que diz ser seu doutor, com quem está se tratando a um tempo. Ele se chama Dr. Nash.
Esse doutor está fazendo experiências e exames com ela. No momento Christine está escrevendo um diário todos os dias contando sobre seu dia e sobre coisas do seu passado que vai se recordando. Seu diário é uma forma dela lembrar do "ontem" e de momentos passados que também não se recorda, mas que algo a fez lembrar e ela escreve, para que no outro dia ela leia e saiba do que aconteceu, saiba um pouco mais sobre si mesma, sobre sua própria história.
"— O que você me contou é animador. Sugere que suas lembranças não estão completamente perdidas. A questão não é de armazenamento, e sim de acesso.
Refleti por um instante, depois disse:
— Quer dizer que minhas lembranças estão aqui, porém eu simplesmente não consigo acessá-las
Ele sorriu.
— Se prefere colocar as coisas desse modo... — respondeu. — Sim." (p.59)
Tudo que ela lembra ela escreve. E agora ao invés de acordar todo dia sem saber de nada. Ela acorda, lê e sabe como foi seus dias anteriores.
Porém ela vai percebendo que Ben está mentindo pra ela. Talvez para a proteger, mas ela não quer mentiras, ela quer saber a verdade! No seu diário há uma frase: "Não confie em Ben." E ela passa os dias sem saber se confia ou não, no homem que diz ser seu marido.Ela não sabe se conta ou não a Ben que está se consultando com o médico, que está escrevendo um diário. Que está melhorando. Mas ela ainda não confia em Ben, prefere ir mantendo segredo.
Christine quer saber o que houve, como ela perdeu todas as suas memórias, ela quer saber sobre seu passado. Mas ela não sabe em quem confiar!
Esse livro me fez pensar a importância da fidelidade. Que não se deve trocar um amor verdadeiro por algo temporário. Que a família é tudo que temos e se não temos, é como se não tivéssemos nada. Por isso devemos valoriza-la. Me fez refletir que devemos ter cuidado com as pessoas ao nosso redor que nem toda carinha bonita tem um coração bom. E também, de sempre perdoar aqueles que amamos.
Esse livro me fez pensar a importância da fidelidade. Que não se deve trocar um amor verdadeiro por algo temporário. Que a família é tudo que temos e se não temos, é como se não tivéssemos nada. Por isso devemos valoriza-la. Me fez refletir que devemos ter cuidado com as pessoas ao nosso redor que nem toda carinha bonita tem um coração bom. E também, de sempre perdoar aqueles que amamos.
É um livro um pouco tedioso e cansativo de se ler, tive que me insistir até nas 200 páginas, que é quando a trama começa a se desenrolar. É um mistério, porém, não é instigante de fazer você devorar e ler tudo de uma vez. É aquele livro que você tem que ter paciência pra terminar, porque ele não é de prender o leitor. Visto que é sobre rotinas diárias, sobre uma mulher que todo dia não reconhece a si própria, nem a casa onde acorda todos os dias, nem o homem com quem vive. Então em todo momento precisamos ter paciência com Christine, em ler tudo que já sabemos, tudo que ela já contou antes, mas que está contando novamente porque pra ela é algo novo, visto que se esquece de tudo todos os dias. No entanto, levando pra o fato de que a obra conta em primeira pessoa a historia de uma mulher que se esquece diariamente de sua vida, parece real a forma que é abordada. Outro ponto positivo é que o livro é como o diário, as vezes é como se estivéssemos lendo o próprio diário de Christine pela forma que é narrado e também pelas datas. Além disso, o final não é previsível, mas surpreendente.
Nota:⭐⭐"Minha vida, pensei, está construída sobre areia movediça. Muda de um dia para o outro." (p.175)
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