Resenha: Florbela Antologia Poética
🥀 "Sou eu! Sou eu! A que nas mãos ansiosas
Prendeu da vida, assim como ninguém,
Os maus espinhos sem tocar nas rosas.” (P.133)
A antologia poética de Florbela possui poemas de 1915 à 1931. Foram muitos os poemas que eu amei, marquei-os com post it para reler sempre que der vontade.
A edição da Martin Claret é linda. Nela contém uma breve introdução falando sobre a poetisa portuguesa Florbela (1894- 1930).
O livro é dividido em seis: Livro de mágoas (1919), Livro de sóror saudade (1923), Charneca em flor (1931), Reliquiae (1931), Trocando olhares (1915- 1917), O livro d’Ele (1915-1917).
A maioria dos poemas são sonetos. O eu lírico aborda diversas temáticas, a maioria são melancólicas como tristeza de um amor não correspondido, saudades, dor, mágoas, solidão e morte.
🥀 “E a vastidão do Mar, toda essa água
Trago-a dentro de mim num mar de Mágoa!” (P.46)
Além disso, no livro há alguns poemas de paixão. Algo que é bem recorrente nas poesias são as comparações e a metalinguagem. Ademais, os poemas de Florbela são intensos, cheios de sentimentos. Dos seis livros contidos o que mais gostei foi o primeiro “Livro de mágoas.”
🥀”Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.” (P. 45)
⚠️ Por ser uma obra um tanto depressiva e melancólica pode conter gatilhos emocionais.
Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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