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Resenha: Cartas a um jovem poeta - Rilke 

 Eu olhei para esse livro na biblioteca (não costumo abrir e ler logo, eu sempre deixo para começar a leitura em casa, mas não sei por qual razão eu fiz isso) e li as primeiras linhas que tinha escrito:

"Era o final do outono de 1902. Sentado no parque da Academia Militar em Wiener-Neustadt, sob castanheiros antiqüíssimos, eu estava lendo um livro. De tão profundamente mergulhado na leitura, mal notei quando o único não-oficial entre os nossos professores, Horacek, o bondoso e erudito capelão da academia, aproximou-se de mim."

Voltando pra casa no onibus, comecei a lê-lo, e o que dizer? Acho que na verdade ele que estava me lendo!

O livro são cartas de Rilke a  Kappus,  são dez cartas, em que fala sobre a arte, poesia e também sobre a vida. Ele não só o aconselha sobre poesias, mas a sobre tudo, o livro é muito interessante, e Rilke fala com tanta sabedoria que a gente não consegue parar a leitura,  a não ser na última página.  Ele escreve com uma levesa, que suas palavras são pura poesia, mas, claro, ele é um poeta.

"Mesmo que estivesse em uma prisão, cujos muros não permitissem que nenhum dos ruídos do mundo chegasse a seus ouvidos, o senhor não teria sempre a sua infância, essa riqueza preciosa, régia, esse tesouro das recordações? Volte para ela a atenção. Procure trazer à tona as sensações submersas desse passado tão vasto; sua personalidade ganhará firmeza, sua solidão se ampliará e se tornará uma habitação a meia-luz, da qual passa longe o burburinho dos outros." 

Sabe aquele livro que você não tem nenhuma expectativa sobre ele e quando ler você pensa "Por que não li antes?", isso define exatamente o que senti ao ler essa obra.

As cartas de Rilko a  Kappus, são mais que  meras palavras,  questões filosóficas, são conselhos, são reflexões!
Concluo dizendo que é um livro lindo e acho que todo mundo deveria ler ao menos uma vez na vida! 

Nota: ⭐+❤️ 

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