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Resenha: O grande Gatsby - Scott Fitzgerald

Sinopse: Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.

Aquele livro de Fitzgerald, que você quer ler a muito tempo, então o encontra na biblioteca. 

Achei-o digno de ser um clássico, eu gostei muito, apesar de sentir muita pena de Gatsby. O grande Gatsby é um livro que nos deixa curiosos para saber mais sobre a história e que a cada página lida sentimos vontade de ler outra.

Narrado pelo personagem Nick Carraway, o livro relata a história de seu vizinho, um homem muito rico que tem uma mansão, um homem a quem todos não sabem nada a respeito, um homem que é um mistério, um homem cheio de segredos. Esse homem se chama Jay Gatsby. Como ele adquiriu toda essa riqueza? Por que ele sempre dá tantas festas?

"Somente Gatsby, o homem que empresta seu nome a este livro, se achava isento dessa minha reação - Gatsby, que representava tudo aquilo por que sinto natural desdém. Se a personalidade consiste numa série ininterrupta de gestos bem sucedidos, então é certo que havia nele algo magnífico, uma apurada sensibilidade para as promessas da vida, como se ele tivesse alguma relação com esses intricados maquinismos que registram terremotos ocorridos a dez mil milhas de distância. Essa sensibilidade nada tinha a ver com essa flácida impressionabilidade dignificadora pelo nome de "temperamento criador": era um dom extraordinário de esperança, uma presteza romântica como jamais encontrei em qualquer outra pessoa e que, provavelmente, jamais tornarei a encontrar. " (pág.6)

Nick Carraway morava em West Egg, e do outro lado da baía em East Egg morava sua prima Daisy com seu marido Tom. Nick os visita e percebe que o casamento da prima não vai indo muito bem, seu marido Tom estava traindo-a. Em todo o livro Nick  não se envolve no relacionamento deles. 

Certo dia, ele recebe um  convite para festa de Gatsby e aos poucos  ele vai descobrindo que Gatsby quer conhecer sua prima Daisy. Gatsby outrora fora apaixonado por ela, mas não podiam se casar, já que ele, fora um oficial da marinha no início de carreira e não tinha dinheiro, então ele partiu a fim de construir um futuro e crescer financeiramente com a esperança de um dia casar-se com sua amada. Mas, Daisy não o esperou, casou-se logo com Tom, que era um homem extremamente rico.  

Após construir sua riqueza  Gatsby sempre dá festas em sua mansão, com a esperança de um dia Daisy ir a uma delas. Por mais que o tempo passe, Gatsby, ainda nutre sentimentos por ela e a espera incansadamente...

Senti-me triste por Gatsby, apenas um homem que queria voltar ao passado e viver um romance que não pode viver, por questões de classe social, de circunstâncias.

Esse livro nos faz refletir sobre muitas coisas, inclusive  em que não podemos voltar ao passado, que não podemos esperar por uma pessoa enquanto ela vive a vida com outra, que dinheiro não é importante, o que vale mesmo, é ter pessoas que se importam com você, pessoas que não estão com você apenas quando é conveniente para elas, apenas nas horas de diversão, mas pessoas que independente de tudo permanecem ao seu lado. 

Para aqueles que apreciam uma leitura ficcional que relata  de forma real,  os anos que sucederam a primeira guerra mundial, encontrará nas falas de Fitzgerald, um romance tocante, sobre um homem que ama uma mulher, e faz de tudo por ela, um homem que constrói suas riquezas, mas ao invés de curtir suas festas, ele está olhando a luz verde do outro lado da baía em East Egg. A luz faz parecer que ela está perto. E ele sonha, e tem esperança que sim.

“Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que, ano após ano, costuma recuar diante de nós. Ontem fomos iludidos, mas não importa – amanhã correremos mais rápido, esticando nossos braços mais além… E em uma bela manhã… E assim avançamos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado.”

Nota:

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