Resenha: O Circo Mecânico Tresaulti - Genevieve Valentine

Fazia um tempo que queria ler um livro steampunk, e quando a Darkside lançou "O Circo Mecânico Tresaulti de Geneviene Valentine" nessa edição maravilhosa, eu tive que comprar!
É um livro que conta a história de pessoas que após sobreviverem à guerra decidem viver para o circo com corpos mecânicos. Uma história sobre um circo que vai de lugar a lugar levando esperança as pessoas.
(...)
O enredo vai alternando de presente a
passado, sendo narrada a história de como cada personagem foram
parar no circo e adquiriram corpos mecânicos feitos por Boss. É ela
quem os faz e quem os concerta, dando uma nova chance, uma chance de
recomeçar.
Em um mundo em que houve só guerra e
existem apenas vestígios dela, Boss trás a esperança. A esperança para
humanos que deixaram de acreditar. Esperança em um mundo em que só há
destroços. Mas, o maior medo de Boss, é de que os
"civis" queiram que ela utilize de seus dons, homens mecânicos
para guerra.
Com 312 páginas o livro é composto por 82
capítulos curtos, o que não torna a leitura cansativa e sim instigante. Além disso, o livro têm dois narradores: um narrador de primeira pessoa (Little George), e um narrador observador de terceira pessoa.
Algo que achei lindo no livro, é que mostra que mesmo depois de guerras, sempre há uma esperança. E outra coisa incrível é que a tecnologia era limitada a armas e sinais de rádio, e mesmo assim, Boss constrói pessoas mecânicas. Ou seja, para o público aquilo era fantástico. Era um grande sinal de esperança, num mundo pós apocalíptico.
Algo que achei lindo no livro, é que mostra que mesmo depois de guerras, sempre há uma esperança. E outra coisa incrível é que a tecnologia era limitada a armas e sinais de rádio, e mesmo assim, Boss constrói pessoas mecânicas. Ou seja, para o público aquilo era fantástico. Era um grande sinal de esperança, num mundo pós apocalíptico.
Eu
achei-o interessante, nunca tinha lido nada igual, a história é bem única e o
autor faz com que se apeguemos a todos os personagens do circo. Sabemos que
cada um teve uma história antes de entrar para o circo, não sabemos como se
chamavam antes, mas agora se nomeiam:
Little George: é quem cola os cartazes do circo nas
paredes, sua perna de metal não é de verdade, apenas pra atrair o
público.
Panadrome - Um rosto humano em cima de uma máquina, um torax de barril de metal cercado de teclas de piano e válvulas.
Ayar: Que faz o ato de proezas de força, Ayar é um homem forte, mas só aceitou por causa de Jonah.
Jonah: É o homem mecânico, ele "foi ferido em
combate - um colapso no pulmão - e estava cada vez pior. [...] Mas,
"Boss havia construído para os mecanismos que alimentavam seus novos
pulmões mecânicos." (pág.17)
Stenos e Bird: fazem proezas de equilíbrio, Stenos lança Bird ao ar e a pega novamente, ambos acrobatas.
Elena e Ying: são trapezistas. Elena é a capitã, e Ying é uma das menores trapezistas, e que eu shippo muito com Little George, mas ...
Alec: Ele era o Homem Alado... (isso mesmo ERA, ele caiu... morreu... e não me apedrejem porque isso não é spoiler, é dito no começo do livro) "e quando saltava
da plataforma e abria suas asas o público ia ao delírio, gritando e berrando,
esticando-se em seus assentos para alcança-lo enquanto ele voava bem acima de
seus dedos estendidos. Às vezes, uma mulher desmaiava. Às vezes, um homem
desmaiava. Havia sempre lágrimas de alegria; um homem tão lindamente unido com
uma máquina era algo que as pessoas precisavam ver depois de uma guerra com a
qual haviam passado. A tecnologia naquela época era armas e sinais de rádio; as
pessoas precisavam lembrar-se da arte da máquina." (pág.20)
O circo sempre vai de lugar a lugar, demorando pra voltar ao mesmo lugar que já tenham ido, portanto, dificilmente uma pessoa vê o circo mais de uma vez em toda sua vida.
O circo sempre vai de lugar a lugar, demorando pra voltar ao mesmo lugar que já tenham ido, portanto, dificilmente uma pessoa vê o circo mais de uma vez em toda sua vida.
"O circo mecânico Tresaulti viaja por um amplo circuito. Nos dias de hoje não há o tipo de fronteiras que costumava haver, então qualquer um com a coragem e os meios podem atravessar de oceano a oceano.
Passam-se décadas até que eles retornem a
uma cidade, quando uma nova geração vem e assiste ao circo e revira os olhos
para qualquer um que diga que é a mesma coisa, que é tudo igual. (A maioria das
pessoas não vive o suficiente para ver o circo duas vezes. Estes são
tempos exaustivos.)” pág.34
Em O Circo Mecânico Tresaulti, no momento em
que os civis desejam que Boss transforme seus soldados em soldados
mecânicos, percebi uma crítica a muitas pessoas que utilizaram de sua
inteligência tecnológica para guerra. Ao invés de utilizar para algo bom, algo
que traga alegria e esperança as pessoas, utilizam para trazer o caos. Algo que
nos faz refletir como o ser humano é capaz de utilizar de novas coisas e novas
maneiras para se mostrar no poder sem se importar com os outros.
"A guerra fez o mundo parar.
Houve as bombas e radiação que esvaziaram cidades inteiras, mas isso passou. Piores eram as guerrinhas que levavam todos de volta para trás das muralhas improvisadas de repentinas cidades-estados, presos demais a impasses para darem um passo para fora, um passo para frente.
Mas o homem do governo [...] ele sabe que as estradas estão abertas e o mundo é grande, agora ele pode começar a esticar seus dedos por sobre a paisagem, pelas estradas, só para testar seu alcance." (pág.35)
Nesse trecho vemos a vontade dos homens em governar o mundo sem se importar que isso signifique transformá-lo em o caos, ou exterminar a raça humana.
Mas o homem do governo [...] ele sabe que as estradas estão abertas e o mundo é grande, agora ele pode começar a esticar seus dedos por sobre a paisagem, pelas estradas, só para testar seu alcance." (pág.35)
Nesse trecho vemos a vontade dos homens em governar o mundo sem se importar que isso signifique transformá-lo em o caos, ou exterminar a raça humana.
Não poderia esquecer de Panadrome, ele
representa a muitas pessoas que perderam seus corpos na guerra. Como seria
poder ter um dom de trazer essa vida de volta? Apesar de não utilizar corpos e
sim engrenagens, é isso que Boss faz. E é isso que o livro mostra, como o circo
é essencial para vida dos artistas, pois é só isso que eles têm, O Circo
Mecânico Tresaulti. O circo é uma família e os leitores se sentem parte dela ao ler a obra, e você, também quer fazer parte?
Para aqueles que apreciam uma leitura
ficcional steampunk, em O circo Mecânico Tresaulti, amará ler uma história
circense sobre artistas mecânicos em mundo pós apocalíptico pois encontrará nas
falas de Genevieve Valentine uma história única.
Nota:⭐⭐⭐⭐
Nota:⭐⭐⭐⭐

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