Resenha: Boa noite - Pam Gonçalves
Antes de começar queria dizer como adquiri esse exemplar. Eu participei de um sorteio e ganhei o livro "Boa noite", e não é só isso people, ele veio autografado. Tem como não amar? Admito que demorei para lê-lo, não sei o porquê, ele ficou um bom tempo na minha prateleira de livros, e daí certa noite (madrugada) eu fui lá, peguei e comecei a ler, e querem saber?! Eu li a primeira página e só parei na última, pois ele é um daqueles livros viciantes demais para pararmos a leitura. Um livro divertido que nos faz rir, gargalhar e refletir. Além de tudo a Pam o criou não para ser uma história para lermos apenas para passar o tempo, mas, para pensarmos, para nos alertar , para nos fazer tentar agir até mesmo mudar o nosso jeito de enxergar os outros e o mundo ao redor.
"Fiquei com o coração apertado ao me despedir dos meus pais na rodoviária, mas sabia que era hora de ser alguém. Sei que não sou exemplo de autoconfiança e autoestima, mas digamos que estou trabalhando nisso. A passos lentos, mas sempre em frente." (pág. 10)
Depois de procurar uma república para se instalar e decidir ficar na República das Loucuras, sua nova "casa" pelo semestre inteiro, Alina se depara com Manu, uma garota bem extrovertida que cursa Comunicação Social, um estudante gato de medicina que vive de samba canção em casa ( e ela vai ter de se acostumar com isso) e o casal meloso da casa, Talita e Bernardo que cursa Administração.
Mas, Alina se sente bem vinda na república, e quem dera se sentisse assim na sua classe também.
No seu primeiro dia de aula se depara com 46 garotos e 4 garotas contando com ela mesma, e ela vai tentando não se importar com os comentários preconceituosos existente na sala que "garotas não deveriam fazer engenharia da computação". Mas Alina não se deixa intimidar, em todo o livro ela demonstra sua personalidade forte e seu jeito determinada de ser.
" Sempre tive o mesmo estilo: básica e discreta. Eu era normal no colégio. Em meio a tantas outras garotas parecidas comigo, as pessoas mal lembravam o meu nome... só sabiam que eu era a aluna que tirava as notas mais altas."
O professor pede que alunos formem grupos e pense em um aplicativo que tenha a ver com a sociedade, e Alina se junta com as outras 3 garotas para fazer o projeto. Elas estão decididas a ganhar esse projeto, em meio a preconceito na sala elas irão unir as forças e criar um projeto onde possam ganhar mérito e provar que são capazes.
Mas, Alina se sente bem vinda na república, e quem dera se sentisse assim na sua classe também.
No seu primeiro dia de aula se depara com 46 garotos e 4 garotas contando com ela mesma, e ela vai tentando não se importar com os comentários preconceituosos existente na sala que "garotas não deveriam fazer engenharia da computação". Mas Alina não se deixa intimidar, em todo o livro ela demonstra sua personalidade forte e seu jeito determinada de ser.
O professor pede que alunos formem grupos e pense em um aplicativo que tenha a ver com a sociedade, e Alina se junta com as outras 3 garotas para fazer o projeto. Elas estão decididas a ganhar esse projeto, em meio a preconceito na sala elas irão unir as forças e criar um projeto onde possam ganhar mérito e provar que são capazes.
Boa noite é um livro contemporâneo e divertido que Pam deixa uma mensagem linda e importantíssima para todos os leitores.
Existem inúmeras AlinaS no Brasil, que passam por esse preconceito todos os dias, seja na universidade, seja no trabalho. Mulheres que crescem escutando que não são capazes. Mulheres que são humilhadas só por causa do seu gênero. Mulheres que não são escolhidas para emprego porque o empregado preferia homens para o cargo. Quer dizer que um gênero determina se uma pessoa é capaz? Se vai ou não trabalhar bem? O que deve importar: as qualidades, qualificações, experiências ou o que uma pessoa carregar por debaixo das pernas? Apesar de tudo, as mulheres hoje tem mais direitos e oportunidades. São capazes de tudo, e muitas hoje estão no topo, porque lutaram para chegar lá, porque não desistiram apesar das criticas machistas, mas sim, persistiram nos seus sonhos e hoje são o que são.
O livro também foca no abuso sexual que as mulheres passam, e que muitas vezes ficam ocultos, mulheres que não denunciam por medo, que ficam traumatizadas, mulheres que saem com caras que aparentam ser legais, mas as drogam pra fazer o que quiserem com elas. Não devemos esquecer que abuso sexual é crime, e quem comete deve pagar, por isso é necessário a denúncia. Outra coisa, devemos entender que NADA justifica um crime. Por isso que não fiquemos procurando motivos para tentar justificar algo, que não tem justificativa.
O livro tem uma narrativa tão fácil e a autora consegue abordar de forma tão simples e leve, assuntos complicados de se expressar. A obra é repleta de diálogos o que a torna mais interessante, além da autora usar um vocabulário de fácil entendimento.
Para aqueles que apreciam uma leitura ficcional mas que relata de forma real os desafios de uma garota em meio a universidade, em Boa noite encontrará nas falas de Pam Gonçalves uma história simples, divertida, viciante e cheia de significados. Termino essa resenha com a linda dedicatória de Pam...


Comentários
Postar um comentário